Peixes de água doce: Brasileiros, grandes, pequenos e mais

Peixes de água doce: Brasileiros, grandes, pequenos e mais

Nesse artigo você conhecerá mais sobre as características e curiosidades de 48 espécies de peixes de água doce do Brasil e do mundo!


Conheça 48 espécies de peixes de água doce

Cardume de carpas nadando calmamente.

Envolvida por uma imensidão de florestas, terra e água, a natureza guarda as mais diversas espécies de animais – algumas das quais nós provavelmente ainda não fazemos ideia.

E sabendo que mais de 72% do nosso planeta é composto por água, é possível imaginar a quantidade de animais que devem existir embaixo de tanta água. No caso dos peixes, essa contagem já passa de mais de 25 mil espécies.

Nesse artigo você vai conhecer 48 peixes de água doce que existem no Brasil e no mundo. Vamos contar um pouco mais sobre a aparência, localização, modo de vida e várias outras curiosidades eles.

Espécies de peixes de água doce brasileiros

Começando pelas espécies brasileiras, existem diversas das quais você provavelmente já ouviu falar, como a tilápia, a Piranha e a Raia. Nesse tópico iremos explorar um pouco mais sobre estes e diversos outros peixes.

Pirarucu

Também conhecido como o bacalhau da Amazônia, o Pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de águas doces do Brasil. Ele pode atingir 3,20 metros de comprimento e pesar até 330kg.

Normalmente é encontrado na bacia amazônica, nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. A alimentação desse peixe é onívora. Ele se alimenta principalmente de vermes, insetos, moluscos, crustáceos, outros peixes, aves aquáticas, além de algumas frutas.

Piraíba

Também conhecido como Piratinga ou piranambu, o Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum) é o maior peixe de água doce brasileiro, depois do Pirarucu. Ele pode atingir até 2,50 metros de comprimento, além de pesar cerca de 300kg.

Originário da família dos Bagres, o Piraíba geralmente é encontrado nas bacias do rio Araguaia e do Amazonas. A sua alimentação é carnívora e constituída principalmente por peixes de couro.

Dourado

Em algumas regiões do Brasil o Peixe Dourado (Salminus maxillosus) é popularmente conhecido como Pirajuba ou Piraju. As bacias do Paraná, de São Francisco, do Rio Doce e da Paraíba do Sul são os seus principais habitats.

O nome “Peixe Dourado” provém das suas escamas que possuem uma coloração dourada por todo o corpo, com alguns reflexos avermelhados. Eles podem atingir cerca de 25 kg e alcançar até 1 metro de comprimento.

Tambaqui

Também conhecido como Pacu vermelho, este é um peixe que mede cerca de 110 cm de comprimento total. O peso dele pode chegar até 45 kg, no entanto, por conta da pesca, é mais difícil de encontrar exemplares dessa espécie com um peso considerável.

O Tambaqui (Colossoma macropomum) é comumente encontrado na bacia Amazônica e se alimenta de carne, óleo, frutos, sementes e zooplâncton.

Jaú

Considerado um dos maiores peixes brasileiros, o Jaú (Zungaro zungaro) pode alcançar até 1,5 metros de comprimento, além de pesar 120 kg. Ele possui um corpo grosso e curto, com uma cabeça grande e achatada. A sua coloração permeia tons de pardo-esverdeado, com manchas brancas em algumas regiões.

Encontrado no Rio Amazonas e no Rio Paraná, ele vive nos poços de cachoeiras e se alimenta exclusivamente de outros peixes.

Carpas

Originária da Ásia, África e Europa, o Peixe carpas (Cyprinus carpio) é uma espécie que pode ter até 1 metro de comprimento e pesar cerca de 4kg. Esse tipo de peixe alimenta-se principalmente de vegetais, portanto é ovíparo.

A Carpa é considerada muito honrada na China, pois é um dos poucos peixes que não se debatem quando capturados, além de ser um animal muito forte que nada contra todas as correntezas.

Poraquê

Enguia Electrophorus electricus em aquário.

Muito comum na Bacia Amazônica, bem como nos rios do Mato Grosso e de Rondônia, o Poraquê (Electrophorus electricus) também é conhecido pelo nome de enguia. É um peixe elétrico que tem a capacidade de gerar descargas elétricas muito fortes, suficientes até para matar um cavalo.

Ele normalmente habita rios e lagos com fundos lodosos e águas calmas. A sua alimentação é carnívora, portanto, se alimenta de outros peixes, mamíferos e insetos.

Saicanga

Também conhecido como cachorra-facão ou lambari cachorro, o saicanga (Acestrorrynchus hepsetus) é um peixe carnívoro considerado relativamente violento, isso porquê ele possui os dentes projetados para fora, o que facilita sua alimentação que é carnívora na maioria do tempo.

A espécie chega a ter em média 20 centímetros de comprimento pesando 500 gramas e habita principalmente a bacia amazônica.

Pintado

Peixe pintado nadando em aquário

Presente nas calhas dos rios das bacias de São Francisco, Paraná e Prata, o Peixe Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) alcança até 180 cm de comprimento e peso máximo de 86 kg. Sua principal característica são os pontinhos pretos que percorrem a sua pele.

Esse peixe tem o hábito de vida noturna e é carnívoro, se alimentando de tuvira, minhocoçu, curimbatá e pequenos peixes.

Pirarara

Imagem de peixe pirarara nadando na natureza.

Encontrado na bacia do Rio Araguaia, Tocantins e Amazonas, o Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus) é um peixe de couro que pode chegar aos 60 kg e 1,5m de comprimento. Ele tem uma cor cinza escuro nas costas e branca na parte de baixo.

É um peixe onívoro, portanto come tudo o que encontra no fundo dos rios, incluindo outros peixes menores do que ele, frutas, moluscos e crustáceos.

Bicuda

O Bicuda (Boulengerella maculata) é um peixe de escamas com corpo alongado que possui uma boca grande e pontuda – daí se origina o seu nome. Ele normalmente possui cerca de 1 metro de comprimento total e 6 kg de peso.

Pode ser encontrado nas bacias Amazônica e do rio Araguaia, habitando tanto águas profundas quanto as superfícies. Se alimenta, principalmente, de peixes menores do que ele e de crustáceos.

Piauçu

Peixe piaçu nadando em liberdade

Também chamado de Piavuçu (Leporinus macrocephalus), este é um peixe de escamas que pode alcançar cerca de 60 cm de comprimento total e pesar até 5 kg. Sua espécie é distribuída no pantanal de Mato Grosso, no estado de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. É um peixe que habita poços abaixo de corredeiras.

O Piauçu é onívoro e se alimenta de caranguejos, frutas e pequenos peixes.

Aruanã

Peixe aruanã nadando em lago.

Também conhecido língua-de-osso, o Aruanã (Osteoglossum bicirhossum) é um peixe coberto por escamas que possui uma língua óssea e bastante áspera. Ele mede cerca de 1 metro de comprimento e pode chegar até os 5 kg de peso.

Esse peixe habita a superfície de pequenos rios e igarapés das bacias Amazônica e do Rio Araguaia. Eles se alimentam de invertebrados aquáticos e terrestres, como insetos e aranhas, além de pequenos peixes.

Abotoado

Este é um peixe de couro que vive nas Bacias Amazônica, Tocantins-Araguaia, Paraná, Paraguai e Uruguai. Ele geralmente mede 80 cm de comprimento e pode atingir até 10 kg de peso.

O abotoado (Pterodoras granulosus) habita águas de grande profundidade como rios, poços, matas inundadas e lagos de várzea, onde buscam comida. É uma espécie onívora, mas se alimenta preferencialmente de moluscos e camarões de água doce.

Tucunaré

Tucunaré (Cichla ocellaris) é um peixe de escamas que possui uma cor amarelada com manchas pretas verticais. É um peixe bastante rápido e agressivo que mede cerca de 30 centímetros e pesa entre 3 e 10kg.

Sua espécie é distribuída nos açudes, represas e rios do Amazonas e nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. É um peixe carnívoro que se alimenta de outros peixes e camarões.

Barbado

O peixe Barbado (Pinirampus pirinampu) tem esse nome por possuir barbatanas grandes no canto da boca. É um peixe de couro que pode pesar até 12 kg e alcançar cerca de 80 cm de comprimento.

Essa espécie vive na beira de rios próximos às cidades da Amazonia e de Araguaia em Tocantins. Eles costumam sair da beira e ir para o fundo dos Rios apenas para procurar alimento. O Barbado é piscívoro, ou seja, se alimenta de outros peixes.

Corvina

Peixe Corvina

O peixe Corvina (Plagioscion squamosissimus) é um peixe de escamas que mede até 50 cm e pesa 4,5 kg. Ele tem uma coloração prata azulada e um grande número de dentes pontiagudos na boca. Além disso, esses são peixes capazes de produzir sons audíveis, por meio de músculos da bexiga.

Presentes principalmente nos rios Parnaíba, Trombetas, Negro e Amazonas, esses peixes se alimentam de outros peixes e camarões.

Candiru

Também conhecido como peixe-vampiro ou carnero, o Candiru (Vandellia cirrhosa) é um peixe que vive em tocas dos fundos arenosos ou lamacentos das Bacias Amazônica, Prata, São Francisco e nas bacias do Leste.

Este é um peixe muito temido pela população da região amazônica. Isso porque sua principal fonte de alimento é o sangue e é atraído pelo fluxo da urina de humanos na água. Na intenção de sugar sangue, ele pode penetrar na uretra, vagina ou ânus de nadadores.

Lambari

Mão segurando peixe lambari.

Popularmente conhecido como Piaba, o Lambari (Astyanax) é um peixe de escamas com coloração prateada e nadadeiras com cores que variam entre o amarelo, vermelho e preto. Seu tamanho médio é de 15 cm.

É um peixe bem comum que habita rios, riachos, lagoas e represas por todo o Brasil, mesmo onde há ocupação de humanos. Além disso, o Lambari é onívoro, então se alimenta de frutos, sementes, escamas e outros peixes.

Pacu

Pacu nadando em aquário.

Muito famoso entre os pescadores, o Pacu (Piaractus mesopotamicus) é um peixe de escamas pequenas e numerosas. Ele pode alcançar mais de 70 cm de comprimento e pesar até 20 kg. Por possuir uma carne muito saborosa, é um dos peixes mais procurados na hora da pesca.

O Pacu habita rios e lagoas da Bacia da Prata nas épocas de cheia. Eles são onívoros, portanto, se alimentam de frutas e pequenos peixes.

Piranha

Piranha nadando

Muito presente nos rios, lagos e lagoas das águas barrentas das Bacias amazônica, Araguaia, Prata, São Francisco e açudes do Nordeste, a Piranha (Pygocentrus nattereri) é um peixe da água doce que normalmente vive em cardumes. É um peixe onívoro com tendências carnívoras, se alimentando principalmente de outros peixes, insetos e invertebrados.

Essa espécie pode chegar até 33 cm e 3,5 kg. Na culinária, as piranhas são muito apreciadas, principalmente por conta do famoso caldo de piranha, um famoso prato afrodisíaco.

Raia

Raia nadando entre folhas mortas.

Este é um peixe cartilaginoso que, assim como o tubarão, necessita de muito oxigênio. A raia (Batoidea) possui um tipo de espinho na região superior da sua calda que solta um veneno que provoca fortes dores quando penetrados em suas presas, como outros peixes, crustáceos e moluscos.

As raias podem chegar até 892 mm de comprimento e pesar até 30 kg. Elas vivem no fundo dos rios de todo o Brasil.

Tilápia

Tilápias nadando na natureza

Muito comum na culinária brasileira, a Tilápia (Tilapia rendalli) é um peixe que habita as águas lentas de lagoas e represas de todas as bacias do Brasil. Elas normalmente medem cerca de 45 cm de comprimento e pesam 2,5 kg de peso.

Sendo um dos poucos peixes adaptáveis à água salgada, a Tilápia se alimenta de insetos, microcrustáceos, sementes, frutos, raízes, algas, plâncton e pequenos peixes.

Traíra

Peixe traíra nadando em liberdade.

Você provavelmente já ouviu o termo “traíra” para se designar a pessoas traidoras, falsas. Esse vocábulo faz alusão ao peixe traíra que tem a mania de viver em lugares escuros e atacar suas presas de surpresa, de forma voraz.

Presentes em todo o território brasileiro, as traíras (Hoplias malabaricus) são carnívoras e podem medir até 60 cm de comprimento e pesar cerca de 4 kg.

Sarapó

Close de cabeça de peixe sarapó

Popularmente conhecido como Tuvira ou carapó, esse peixe habita águas com vegetação abundante do Pantanal do Mato Grosso e da Bacia do São Francisco. O sarapó (Gymnotiformes) é carnívoro e se alimenta de insetos aquáticos.

Este é um peixe elétrico, no entanto, não produz descargas elétricas de alta intensidade. O sistema elétrico do Sarapó serve apenas para que ele consiga se comunicar com outros indivíduos de sua espécie.

Tipos de peixes ornamentais pequenos de água doce

Na água doce existe uma variedade enorme de peixes ornamentais pequenos pelos quais os aquariófilos acabam se encantando por conta de suas cores e tamanhos diferentes. Veja agora alguns deles.

Peixe tetra-neon

Close up em peixe tetra nadando

O Peixe tetra-neon (Paracheirodon innesi) é originário da região norte da América do sul, mas pode ser encontrado no Rio Negro, no Brasil. É um peixe de cardume de cores muitos vivas que variam entre o laranja e o prateado com tons de azul, e que pode medir um tamanho máximo de 4 cm.

O tetra-neon é ótimo para aquários comunitários, pois são super pacíficos e gostam de viver ao redor de outros exemplares da mesma espécie.

Peixe-zebra

Peixe zebra nadando.

Também chamado de bandeirinha, danio-zebra e paulistinha, o Peixe-zebra (Danio rerio) é nativo dos córregos da região sudeste do Himalaia. Ele mede cerca de 4 a 5 centímetros e tem listras pretas horizontais, se assemelhando a uma zebra.

Essa espécie é ovípara e é muito utilizada por pesquisadores pois possui um organismo bem desenvolvido que inclui a habilidade de se regenerar.

Coridora pimenta

Peixe Corydoras paleatus nadando

Encontrado principalmente em águas rasas e calmas com fundo arenoso, esse peixe é muito comum no sul e no sudeste do Brasil. A Coridora pimenta (Corydoras paleatus) é considerada uma das espécies mais inteligentes no mundo, pois possui um senso olfativo muito apurado, além de mecanismos de defesa para se protegerem de seus predadores.

São peixes onívoros e que medem cerca de 4 cm de comprimento total.

Molinésia negra

Molinésia negra nadando em aquário

A Molinésia negra (Poecilia sphenops) é uma variedade da família de molinésias. Nesse caso, ela possui um corpo predominantemente na cor preta, além de diferentes configurações da sua cauda.

São originárias do México e do norte da Venezuela e podem ser encontradas em rios, lagos e estuários, sempre preferindo zonas litorais. Também são resistentes à água salgada.

Peixe betta

Peixe betta nadando entre pedaços de plantas

Originário do sudeste asiático, o Peixe betta (Betta splendens) apresenta uma coloração acastanhada que se confunde com tons de vermelho e azul nas barbatanas. Podem ser encontrados nas bermas dos campos de arrozais, regatos e pequenos lagos.

Estes são peixes muito populares entre os aquariofilistas. Para que pudessem ser vendidos em formas mais ornamentais, criadores fizeram seleções artificiais com a intenção de produzir peixes mais coloridos e com barbatanas maiores.

Peixe platy

Peixe Xiphophorus maculatus nadando em aquário

Com origem no México e na Guatemala, o Platy (Xiphophorus maculatus) é um peixe pequeno e muito dócil que pode atingir de 4 a 7 cm de comprimento. Ele existe em uma grande diversidade de cores como laranja, branco, preto, branco, azul e amarelo.

É um peixe que se reproduz com muita facilidade e é muito procurado para criação em aquário. Quando criado em cativeiro, pode viver até 4 anos.

Peixe acará-disco

Peixe laranja do tipo Symphysodon nadando sozinho

Acará-disco (Symphysodon) é um nome atribuído a dois tipos de espécies e 3 subespécies que se diferenciam por suas cores e que têm em comum o formato de disco no corpo. Nativos da América do Sul, esses peixes podem ser encontrados na bacia amazônica, no Peru, e na Colômbia.

Esse tipo de peixe mede, em média, 15 cm e geralmente vive em cardumes, se alimentando de pequenos crustáceos, larvas e insetos.

Peixe ramirezi

Dois peixes do tipo Microgeophagus ramirezi nadando em fundo azul.

Nativo do Rio Orinoco, nas savanas da Venezuela e da Colombia, o Peixe ramirezi (Microgeophagus ramirezi) é muito popular em aquários por conta das suas cores que se misturam com tons de azul e dourado.

Essa espécie gosta de águas mornas, escuras, ácidas e que tem um fluxo baixo. Eles são facilmente encontrados em locais protegidos pela cobertura de plantas aquáticas ou vegetação submersa.

Barbo-cereja

Peixe do tipo Puntius titteya nadando sobre pedrinhas brancas

O Barbo-cereja (Puntius titteya) tem o corpo pequeno e alongado com apenas 5 cm de comprimento. Esse peixe normalmente tem reflexos prateados pelo corpo.

Essa espécie teve sua origem no Sri Lanka e foi introduzida depois em outros locais como o México e a Colômbia. Atualmente, o Barbo-cereja é um dos preferidos dos aquariófilos, sendo cultivado em grande número – fato esse que está colocando a espécie em ameaça de extinção.

Arco-íris boesemani

Peixe Melanotaenia boesemani nadando em fundo verde

Um dos peixes mais famosos dessa lista, o Arco-íris boesemani (Melanotaenia boesemani) de apenas 9 cm, tem esse nome porque, quando bem cuidado, ganha uma coloração azul acinzentada que se mistura com um vibrante vermelho alaranjado.

Nos aquários, esse peixe precisa de muito espaço, portanto precisa de um aquário grande, com pelo menos 100 litros a cada 6 peixes. Apesar disso, ele é um peixe muito resistente; ótimo para iniciantes.

Peixe limpa vidro

Peixe Otocinclus Affinis com boca no vidro do aquário

O Peixe limpa virdro (Otocinclus Affinis) é conhecido como um dos maiores comedores de algas do mundo. É um peixe muito pequeno, chegando até 5 cm de comprimento, apenas.

Por serem muito pequenos, eles normalmente servem de alimento para outros peixes maiores, por isso, têm um temperamento bastante arisco.

A expectativa de vida deles é de 6 anos. É uma espécie muito fácil de manusear, muito bom para quem está aprendendo a cuidar de peixes.

Killifish Rachow

Peixe Nothobranchius rachovii em fundo marrom

Diretamente do rio Ogooué, na África, o Killifish Rachow (Nothobranchius rachovii) é um peixe super pequeno, mas muito adorado pelos aquaristas do mundo todo. Ele possui um corpo vermelho-alaranjado, recoberto por escamas azuis.

Essa espécie além de ser muito pacífica, também é extremamente resistente, conseguindo viver por longos anos em aquários, desde que bem cuidados.

Peixe dânios

Peixe do gênero Ciprinídeos

Os peixes dânios são um gênero da família dos Ciprinídeos, a maior entre os peixes de água doce. Sendo assim, eles são da mesma família dos peixes-zebra.

Eles normalmente são encontrados no sudeste da Ásia, principalmente no Himalaia. No entanto, se adaptam bem a todos os tipos de habitats.

Peixes desse gênero gostam de viver em cardumes. No Brasil, as espécies de Dânio mais comuns são o Dânio Leopardo, o Dânio Gigante, e o Paulistinha.

Peixe molly

Peixe do tipo Poecilia sphenops preto e branco

O Molly (Poecilia sphenops) é uma família de peixes que abriga diversas espécies, como a Molinésia Negra. Normalmente, esses peixes são bem coloridos com tons de branco ou preto. São originários da América do Norte ou Central, mas atualmente já povoam diversos lugares do mundo.

Normalmente esses peixes medem de 6 a 15 cm e gostam de águas em temperatura entre 18º e 28ºC.

Espécies de peixes grandes de água doce no mundo

Agora que já vimos quais são os peixes pequenos de água doce no mundo, vamos falar sobre os peixes grandes. Alguns deles são super famosos e você já deve ter escutado falar, veja agora algumas curiosidades sobre eles.

Bagre de Mekong

Cardume de peixes Pangasianodon gigas nadando em águas azuis.

Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, o Bagre de Mekong (Pangasianodon gigas) é natural do sudeste da Ásia e pesa cerca de 292kg, com um tamanho de aproximadamente 3 metros.

Assim como a maioria dos peixes gigantes de água doce, o Bagre de Mekong está em risco de extinção por conta da construção de represas e reservatórios que impedem a mobilidade da espécie.

Esturjão europeu

Par de Acipenser sturio nadando

Da família dos esturjões, o Esturjão europeu (Acipenser sturio) é um dos maiores peixes do mundo. Ele vive algum tempo nos mares Adriático, Negro e Cáspio, mas vive a maior parte do seu tempo no ciclo de água doce.

Esse peixe tem aproximadamente 7 metros de comprimento total e cerca de 1500 kg. Também está em risco de extinção por conta da dificuldade de locomoção que ele tem com grandes construções em seus habitats.

Esturjão branco

Close em cabeça de peixe Acipenser transmontanus.

Também chamado de esturjão-beluga, o Esturjão branco (Acipenser transmontanus) é natural do mar negro e do mar Cáspio. É uma espécie muito procurada por pescadores para colheita de suas ovas que resultam na produção do caviar beluga.

Uma curiosidade interessante é que o esturjão é um peixe primitivo que provavelmente existe na terra desde a época dos dinossauros. Eles possuem quase 6 metros de comprimento, além de 1500 kg.

Esturjão-kaluga

Huso dauricus nadando.

Natural do Rio Amur, situado na Rússia e na China, o Esturjão-kaluga (Huso dauricus) é uma das maiores espécies de esturjão que existe, atingindo um comprimento de 5,6 m e cerca de 1 T de peso. Além disso, é uma espécie de vida longa podendo viver por até 90 anos.

Também por conta da pesca desenfreada, esse peixe se encontra em perigo crítico de extinção.

Arraia gigante da ásia

Imagem de Himantura chaophraya em fundo escuro.

Esta é a maior dentro da família de arraias existentes no mundo. Medindo aproximadamente 2m de comprimento e podendo chegar até 349kg, a Arraia gigante da Ásia (Himantura chaophraya) foi descoberta durante uma excursão organizada pela Ntional Geographic que tem o objetivo de proteger as grandes espécies de peixes.

Essa espécie, atualmente, pode ser vista no sudeste da Ásia e no norte da Austrália.

Peixe crocodilo

Imagem de Atractosteus spatula nadando em rio

Também chamado de peixe-jacaré, essa espécie é considerada pelos historiadores como um fóssil vivo, pois tem registros de vida desde o início do Cretáceo, há mais de 100 milhões de anos.

O Peixe crocodilo (Atractosteus spatula) pode chegar até 3 metros de comprimento e pesar cerca de 159 kg. É uma espécie solitária, com hábitos noturnos e que gosta de se alimentar de outros peixes, principalmente.

Carpa siamesa

Carpa Siamesa fora d'água ao lado de homem calçando sapatos que parecem crocs.

Nativa do Camboja, Laos, Tailândia e Vietnã, a Carpa Siamesa (Catlocarpio siamensis) é um peixe de aproximadamente 2 metros que pode pesar até 105 kg.

Essa espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Isso tudo devido à poluição das águas, ao tráfego fluvial e à sobrepesca.

Perca-do-nilo

A Perca-do-nilo (Lates niloticus) é um peixe natural da Etiópia, muito conhecido por ter sido extremamente nocivo ao ecossistema do Lago Vitória na África Oriental. Isso porque eles são grandes predadores de diversas outras espécies de peixes, causando a extinção ou desaparecimento de alguns deles.

A Perca-do-nilo mede em média 2 metros de comprimento total e pode pesar até cerca de 110kg.

Salmão siberiano

Salmão Siberiano nadando em águas claras

Considerado o maior salmão do mundo e originário de Sibéria, o Salmão Siberiano (Oncorhynchus kisutch) pode chegar aos 100 kg e medir 2 metros.

Por conta da sobrepesca e do consumo desenfreado da carne desse peixe, o Salmão Siberiano é considerado em perigo de extinção. Estudiosos tentam estudar a espécie há alguns anos, mas é muito difícil de encontrar esse peixe no mar.

No mundo, existem mais peixes do que podemos imaginar

Pequeno peixe

Nesse artigo, pudemos notar que a natureza guarda uma imensidão de criaturas muito curiosas e interessantes. Peixes famosos como a Raia, a Piranha e a Tilápia, apesar de muito conhecidos popularmente, podem surpreender com algumas curiosidades sobre os seus habitats e modos de vida.

Outros peixes nem tão famosos assim, como o peixe-zebra e a molinésia negra possuem diversos pontos interessantes de serem descobertos para aquelas pessoas que estão pensando em ter um pequeno peixe de estimação.

Seja grande ou pequeno, os peixes são uma parte muito importante do nosso ecossistema além de tornarem a natureza muito mais bonita com suas cores e estruturas.

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